domingo, 30 de julho de 2017

Hamlet de William Shakespeare



Neste sábado, conseguimos ver a peça. Na semana retrasada, eu e minhas companheiras de passeio não conseguimos, os ingressos estavam esgotados. Não ficamos decepcionados, pois  assistimos ao espetáculo na Boca do Cão.

Esta adaptação de Hamlet é interativa e uso recursos visuais modernos, aproximando-se do público contemporâneo. Os atores saem do palco e vão ao público e achei isto bem bacana, porque não há uma divisão transparente entre o palco e o público. Bem, eu gosto desta atualizada, porque a plateia do século XVII não é a mesma do século XXII.

Os intérpretes atuaram visceralmente, inclusive, a atriz que interpreta Hamlet. Ela mostrou todo o conflito do personagem de ser ou não ser e vingar a morte suspeita do pai. 

Depois do espetáculo, comecei a pensar como a peça é tão forte e ultrapassa o tempo. Tantas adaptações desde sua primeira (1609). De repente, lembrei-me de uma crônica de Clarice Lispector, que aborda sobre o filme de Bergman( Persona). Há uma citação que adaptei para os meus pensamentos sobre Hamlet: “Também não vou chamar Bergman de genial. Nós, sim, é que não somos geniais. Nós que não soubemos nos apossar da única coisa completa que nos é dada ao nascimento: o gênio da vida.”

Talvez Shakespeare( considerado tão genial), percebeu como o ser humano repete os mesmos erros por causa da ganância e hegemonia. Tantas guerras, golpes ao longo da História e ainda com personagens ou épocas diferentes, a essência é a mesma. A gente sempre repete o mesmo erro.  

Hamlet é uma tragédia atemporal que expõe a fragilidade da natureza humana.